Construção de um Priorado em Fortaleza

A Capela Nossa Senhora da Assunção surgiu na cidade de Fortaleza, capital cearense, em meados de 1998, a partir de um grupo de fiéis católicos que notaram que algo tinha mudado na liturgia e na doutrina da Igreja Católica e que precisavam se aprofundar na fé e moral tradicional.

A situação do catolicismo na época era a mesma de hoje. Havia somente duas correntes permitidas nas paróquias: Renovação Carismática (RCC) e Teologia da Libertação. Não restava ao fiel diocesano nenhuma forma ortodoxa de se viver a fé.

Essa situação de desamparo e crise surgiu após o Concílio Vaticano II, onde os que desejavam guardar a fé e a sã doutrina deixada por Nosso Senhor aos apóstolos passaram a ser perseguidos, vilipendiados, ou, então, morreram de inanição por não encontrarem o alimento espiritual que suas almas necessitavam.

Neste contexto, os antigos fundadores da capela buscavam, de alguma forma, sobrepujar a crise e re-encontrar o tesouro da tradição católica.









Pois bem, depois de uma longa procura por padres que rezassem a missa anterior ao Concílio Vaticano II e, além disso, mantivessem a doutrina e piedade tradicionais, conseguiram entrar em contato com um padre do Rio de Janeiro, Dom Lourenço Fleichman, beneditino, que preenchia todos estes quesitos e que havia, com seus fiéis, fundado a Capela Nossa Senhora da Conceição, em Niterói-RJ.

Dom Lourenço aceitou o desafio de não somente oferecer as missas no rito antigo promulgado por São Pio V como também orientar os novos fiéis, e, logo, constituiu-se – apesar de não poder estar sempre presente – como pastor das ovelhas de Fortaleza.

Deste momento em diante, permanecemos na tradição ao lado de nosso pároco, Dom Lourenço, e da FSSPX há mais de 20 anos, mesmo nos momentos de maiores dificuldades, uma graça que vem das mãos generosas de Nossa Senhora da Assunção, que nunca deixou de acompanhar seus filhos e interceder por eles junto ao Sagrado Coração de Jesus.

A capela conta, além da especial proteção de sua padroeira, com o amparo de São José, castíssimo esposo da Virgem, e o Sagrado Coração de Jesus, que consegue do Pai toda a complacência. Com estas proteções, seguimos firme na integralidade da fé e na guarda do rito latino, conforme rezado na Igreja Romana desde tempos imemoriais.

Nos dias atuais, nossos esforços estão concentrados na aquisição de um terreno para a edificação de um Priorado, onde teremos padres permanentes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X – FSSPX. Por isso, pedimos uma contribuição financeira a você que entende que a construção desta obra em Fortaleza contribuirá para fixar e expandir a Fé Católica Tradicional na região nordeste.

O Santo Sacrifício da Missa
  • A Missa é um verdadeiro sacrifício. Qual? O sacrifício oferecido por Jesus Cristo, sacerdote eterno, ao morrer na Cruz sobre o monte Calvário, há cerca de dois mil anos. Jesus não morre mais, Ele venceu a morte para sempre. Por isso a Missa não pode ser um novo sacrifício, mas o mesmo.– Dom Lourenço Fleichman, OSB

  • Mas a Missa é também um sacramento. Isto significa que aquele único e mesmo sacrifício do Calvário nos é apresentado sob a forma de sinais sensíveis (a consagração do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor) apropriados para atravessar todos os séculos da existência da Igreja.– Dom Lourenço Fleichman, OSB

  • Quando estudamos todas as partes do Sacrifício da Missa, constatamos que, de fato, o rito litúrgico é um verdadeiro sacrifício. De um modo maravilhoso a Igreja soube realizar um sacramento, ou seja, realizar por sinais sagrados o dramático acontecimento do Calvário, trazendo até nós toda a realidade da morte redentora de Cristo, porém sem a chocante imagem de Nosso Senhor morto diante de nós.– Dom Lourenço Fleichman, OSB

  • Esta visão de Jesus pendurado na Cruz, de Nossa Senhora de pé, ao seu lado, sofrendo o martírio de ver seu Filho naquele estado, seria para nós uma graça infinita. Mas nossa fraqueza não nos permite assistir a isso todos os domingos. Nós acabaríamos tendo medo de ir à Missa! Além disso, a Missa é o mistério da morte de Cristo, sim; mas da Paixão unida à Ressurreição. Um sacrifício que termina na vitória. Se, em cada Missa, víssemos Jesus morto na Cruz, poderíamos pensar que tudo terminou na morte.– Dom Lourenço Fleichman, OSB

  • Assim, cheio de amor por seus filhos, Nosso Senhor realiza a Missa através das espécies do pão e do vinho. Agora sim, podemos viver deste Santo Sacrifício, podemos receber o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus sem medo, sem drama, sem temores, pois Ele se fez alimento para nós, Ele saciou nossa sede com seu Sangue escondido sob as espécies do vinho.– Dom Lourenço Fleichman, OSB